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ISSN 2965-0000
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PeriodicidadeAnual
AcessoAberto
Resumo Simples
AUTOMEDICAÇÃO: OS PERIGOS DA AUTOMEDICAÇÃO
Jhenifer Cristina dos Santos Ferreira1
Edvaldo Tonin2

RESUMO
A automedicação é a prática de ingerir medicamentos sem prescrição, orientação ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado. Esta prática se tornou um hábito muito comum e também um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Muitas vezes a automedicação é vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas e pode trazer conseqüências mais graves do que se imagina. O uso de medicamentos de forma inadequada pode causar diversos problemas, como reações alérgicas, o mascaramento e agravamento de doenças mais graves, dependência, resistência aos remédios, intoxicação e até a morte. Outra preocupação em relação a automedicação é a combinação inadequada dos medicamentos, pois, neste caso, o uso de um medicamento pode potencializar ou anular o efeito do outro. De acordo com a Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária ), os medicamentos que mais causam intoxicações são os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios. A variedade de produtos fabricados pelas indústrias farmacêuticas, a facilidade da comercialização de remédios, a grande variedade de informações médicas disponíveis em sites, blogs e redes sociais estão entre os fatores que contribuem para a prática da automedicação. O presente trabalho tem como objetivo trazer a discussão sobre o uso indiscriminado de medicamentos pelas pessoas e também sobre os perigos da automedicação para a saúde. A metodologia utilizada foi a de pesquisa bibliográfica onde fontes de publicação de caráter científico sobre o tema foram consultadas, Scielo, SBEM, BVS – Ministério da Saúde, CFF. Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é um hábito muito comum entre 77% dos brasileiros. De acordo com esse estudo cerca de 47% dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% realiza esta prática todos os dias ou pelo menos uma vez por semana. Uma das conseqüências dessa taxa elevada é o fato de que, no Brasil, a farmácia é vista como uma loja e não como um estabelecimento de promoção à saúde. Conclui-se que a automedicação é um problema de saúde pública e que o uso inadequado de medicamentos só gera danos a saúde da população. Não há como acabar com a automedicação, mas existem meios para minimizá-la. A criação de projetos de Assistência Farmacêutica para a orientação do uso correto de medicações seria de grande importância para a população, pois os farmacêuticos são os profissionais mais capacitados em relação aos medicamentos.
Palavras-chave: Automedicação; Atenção Farmacêutica; Medicamentos.

1 Discentes do Curso de Graduação de Farmacia
2 Discentes do Curso de Graduação de Farmacia
3 Docente e orientador do Curso de Graduação de Farmacia
Anais Eletrônico  |  CESUFOZ | FAFIG
Foz do Iguaçu – Paraná – Brasil