Resumo Simples
O USO DA TOXINA BOTULÍNICA NA DISFUNÇÃO NA ARTICULAÇÃO TEMPORO MANDIBULAR
Karina Pereira Rios1
Aline Preve da Silva2
Edvaldo Tonin3
RESUMO
As disfunções temporomandibulares (DTM) consistem em um conjunto de condições patológicas que afetam a articulação temporomandibular, músculos de mastigação e estruturas associadas. Estudos epidemiológicos estimam que 40% a 75% da população adulta tem pelo menos um sinal de DTM, como ruído articular e 33% como sintoma como dor facial. Os tratamentos comuns incluem medicamentos, protetores de mordida e fisioterapia para o alivio da dor e melhora na qualidade de vida do paciente. Dentre os medicamentos mais prescritos cita-se os analgésicos, relaxantes musculares e sedativos, os quais muitas vezes apresentam muitos efeitos adversos ao paciente. Diante disso, estudos apontam a toxina botulínica (BoNT) como potencial recurso terapêutico para essa patologia. Objetivou-se buscar evidências científicas acerca do uso da toxina botulínica na sintomatologia dos transtornos da articulação temporomandibular. Para isso, foi realizado um levantamento na literatura e apresentado como revisão narrativa, com estudos elencados a partir das bases de dados PubNed, Scielo e Lilacs, utilizando os descritores “uso terapêutico da toxina botulínica” e “toxina botulínica e DTM”, publicados em língua portuguesa entre os anos 2016 a 2021. Foram selecionados 15 artigos científicos. Os resultados demonstraram que a toxina botulínica (BoNT) é uma neurotoxina produzida pela bactéria anaeróbica Clostridium botulinum, apenas a toxina A e B são usadas na prática clínica para tratar várias condições de dor, incluindo espasticidade muscular, distonia, dor de cabeça e dor miofascial. Achados bibliográficos apontam que o mecanismo de ação da BoNT é pela alta afinidade com sinapses colinérgicas, causando um bloqueio na liberação de acetilcolina desses terminais nervosos, sem alterar a condução neural de sinais elétricos ou na síntese do armazenamento de acetilcolina. A injeção intramuscular na dose e localização adequadas, causa denervação química parcial e diminuição da contratura, sem causar paralisia completa que é atribuída como um método inovador e eficaz de tratamento para dor crônica associada à superatividade dos músculos mastigatórios. Conclui-se que a toxina botulínica tipo A é uma alternativa para o controle de sintomas dolorosos presentes no DTM da etiologia miogênica e a necessidade de um diagnóstico correto para o sucesso do tratamento e melhora a qualidade de vida do paciente.
Palavras-chave:
Toxina Botulínica; Transtorno Temporomandibulares; Fisioterapia; Reabilitação Miofascia.
1 Discentes do Curso de Graduação de Biomedicina
2 Docente e orientador do Curso de Graduação de Biomedicina
3 Docente e orientador do Curso de Graduação de Biomedicina
Anais Eletrônico | CESUFOZ | FAFIG
Foz do Iguaçu – Paraná – Brasil