Resumo Simples
ERROS DE PRESCRIÇÕES MÉDICAS EM HOSPITAIS BRASILEIROS
Jéssica de Oliveira Sampaio1
Débora Santos dos Anjos2
Ana Cristina Teodoro3
Fernando Augusto de Freitas4
RESUMO
O papel dos medicamentos na assistência é fundamental e essencial nas diversas fases do tratamento, seja ele paliativo, sintomático ou curativo. No entanto, apesar de sua importância, eles também podem ser responsáveis pela ocorrência de diferentes efeitos adversos, cuja gravidade pode variar em função das características de cada medicamento e do tratamento aplicado. As falhas envolvendo medicamentos podem estar relacionadas com todos os profissionais responsáveis pelas etapas da cadeia terapêutica, desde a prescrição e dispensação, até a administração, mas aqueles relacionados à prescrição são os mais corriqueiros. Este trabalho foi realizado por meio de revisão de literatura e tem como objetivo, abordar as causas que levam aos erros de prescrições de medicamentos em ambientes hospitalares. Sendo assim, em um estudo retrospectivo para avaliar os erros de prescrição de morfina e tramadol em idosos internados na Unidade de Internação Adulto do Hospital Universitário de Canoas (HU), em um período de seis meses, os autores identificaram 49 erros envolvendo a morfina, os quais eram relativos a uma frequência de administração não recomendada ou não tinham a frequência de administração. Com relação ao tramadol, foram detectados 81 erros, relativos ao uso de um volume ou tipo de diluente não recomendado, bem como não continham a prescrição do diluente. Em uma avaliação das prescrições emitidas em um Hospital Municipal de Campina Grande (PB), com um total de 342 prescrições durante o período de 60 dias, na ala cirúrgica, foi identificado que 41,5% apresentavam-se ilegíveis, 1,2% não continham a descrição de dose e frequência, bem como 6% não apresentavam a via de administração, entre outros problemas. Erros semelhantes foram encontrados em outro estudo efetuado em um hospital na cidade de Pelotas/RS, com um total de 2687 prescrições examinadas. Os autores do estudo verificaram diversos problemas, entre os quais, destacam-se: 92,7% continham a posologia incompleta, 70,3% apresentavam abreviaturas, enquanto 38,2% não indicavam a concentração e 13,2% eram ilegíveis. Diversos outros estudos demonstram a existência de graves problemas em todas as etapas da cadeia terapêutica, não só aqueles relacionados à prescrição, o que demonstra a necessidade de adoção de medidas eficazes para mitigá-los. Para tanto, os autores deste trabalho concluem que é de extrema importância a adoção de protocolos rígidos que permeiem as etapas de prescrição, dispensação e administração dos medicamentos, com a adoção de diversas medidas, entre as quais, podemos citar: a) adoção de protocolos claros e detalhados o suficiente para diminuir a dependência de memorização; b) utilização da informatização na prescrição, sem o uso de abreviaturas, bem como nas etapas de dispensação e administração; c) estabelecer procedimentos de dupla conferência em etapas críticas e sujeitas a erro e d) aplicar programas de treinamento e qualificação de todos os profissionais envolvidos na assistência. Por fim, as análises dos artigos permitiram constatar o grande problema existente durante as fases de assistência ao paciente, evidenciando a necessidade da adoção de medidas que minimizem radicalmente as fontes de erros, destacando que a integração do farmacêutico na equipe multidisciplinar responsável pela assistência prestada ao paciente é de grande importância.
Palavras-chave:
Assistência Farmacêutica; Erros de medicação; Segurança do paciente.
1 Discentes do Curso de Graduação de Farmacia
2 Discentes do Curso de Graduação de Farmacia
3 Discentes do Curso de Graduação de Farmacia
4 Docente e orientador do Curso de Graduação de Farmacia
Anais Eletrônico | CESUFOZ | FAFIG
Foz do Iguaçu – Paraná – Brasil