Resumo Simples
GESTACIONAL: ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA
Irdilandia Alves da Silva1
Naiare Marçal de Souza2
Daniella L. Morgado3
RESUMO
O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação é uma realidade constatada na prática diária de profissionais da saúde e confirmada por diversas pesquisas científicas. O álcool, droga lícita, dentre as substâncias de abuso como cocaína, cigarro (nicotina), anfetamínicos entre outros ilícitos, é o agente teratogênico fetal mais comum e a droga que produz os efeitos neurocomportamentais mais graves no feto, tendo se tornado um problema de saúde pública. Considerando os diversos prejuízos comprovados para a gestante, feto e recém-nascido, tem-se que a conscientização e informação são os passos mais importantes para a prevenção do desenvolvimento anormal do feto. O presente estudo trata-se de um estudo bibliográfico (exploratório-descritivo), através da realização de uma busca nas seguintes bases de dados científicas: Scielo e Periódico Capes através do cruzamento dos seguintes descritores: efeitos do álcool, gestação, alcoolismo, feto e recém-nascido. A referida busca teve como critérios de inclusão artigos publicados entre os anos de 2005 a 2019. Foram encontrados 16 artigos de interesse, no entanto, apenas 8 compuseram o resumo após a leitura na íntegra. Pesquisas demostram que muitas mulheres iniciam o consumo de álcool ainda na adolescência e o mantém muitas vezes na gestação. Os efeitos nocivos do álcool sobre o feto vão depender de fatores genéticos e epigenéticos materno e fetal, dose diária ingerida, frequência, sendo mais grave no início da gravidez. A partir dos trabalhos levantados, notou-se que não existe consenso sobre a quantidade mínima que não seja nociva. O álcool etílico corresponde aquele que se encontra presente nas bebidas alcoólicas, sendo o fígado o principal responsável por sua metabolização e eliminação. Uma das principais vias de metabolização do álcool é a que envolve a enzima álcool desidrogenase (ADH), que faz a oxidação do etanol em acetaldeído. Estudos mostraram que o etanol atravessa a placenta inalterada em ambas às direções, devido a um gradiente de concentração, o que gera no feto níveis alcóolicos semelhantes aos da mãe. O líquido amniótico é considerado um reservatório de etanol e acetaldeído (metabólito tóxico) que expõe ainda mais o feto. O álcool atravessa facilmente a barreira hematoencefálica, o que pode resultar em efeitos complexos no desenvolvimento cerebral fetal, inclusive morte de certas células cerebrais ou alterar sua função. Em qualquer idade gestacional, principalmente nas primeiras cinco semanas, pode causar efeitos no sistema nervoso central, microcefalia e/ou microencefalia devido ao crescimento cerebral diminuído e distúrbios comportamentais, de aprendizagem, memória, atenção e linguagem na criança. Adicionalmente, pode vir a afetar no crescimento intrauterino e trazer ocorrência de malformações congênitas e SAF (Síndrome Alcoólica Fetal), transtorno mais grave do espectro de desordens fetais alcoólicas. Diante disto, percebe-se que as lesões causadas pela ingestão de álcool na gestação podem ser prevenidas. Assim, é fundamental o desenvolvimento de programas específicos de alerta ao risco do consumo no concepto, conscientização e de detecção das consumidoras em potencial ainda na adolescência considerando que os prejuízos do álcool são evidentes em qualquer fase da vida.
Palavras-chave:
Efeitos do álcool; Alcoolismo; Gestação; Feto; Recém-nascido.
1 Discentes do Curso de Graduação de Biomedicina
2 Discentes do Curso de Graduação de Biomedicina
3 Docente e orientador do Curso de Graduação de Biomedicina
Anais Eletrônico | CESUFOZ | FAFIG
Foz do Iguaçu – Paraná – Brasil